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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Religião é veneno?


Tenho visto evangélicos postarem no Facebook  mensagens protestando contra o que seria “zombar da fé alheia”. Quem lê essas reclamações imagina que evangélicos nunca fazem isto,que são muito respeitosos. Entretanto, quando damos uma olhada nas postagens dos vários fóruns evangélicos da web ou visitamos alguns sites, vemos lá que:

  • Evangélicos chamam a fé dos católicos romanos de apostasia ou idolatria; 

  • Evangélicos chamam o papa de anticristo; 

  • Evangélicos chamam a fé dos cultos afro-brasileiros de demoníaca; 

  • Evangélicos chamam o Dalai Lama de emissário de satanás; 

  • Evangélicos chamam irmandades laicas (como a maçonaria) de diabólicas; 

  • Evangélicos chamam o Islamismo de religião do falso profeta Maomé; 

  • Evangélicos chamam os espíritas Kardecistas de falsos cristãos; 

  • Evangélicos chamam os ateus de deficientes morais; 

  • Evangélicos chamam todos os não evangélicos de “não salvos” ou seja, destinados ao inferno eterno.


Estas declarações são suficientemente comuns para não serem consideradas exceções.

Quem mantém publicamente tais posturas quanto à fé alheia tem o direito de exigir respeito à própria fé?

Quando um ateu ou cético critica a fé alheia, tem-se o atenuante de que “Fé” é algo ao qual ele não dá maior importância.

Quem tem a fé como elemento mais importante da vida, e mesmo assim escarnece de toda fé diferente da sua própria não está cometendo pecado muito mais grave que o dos ateus? 




Sobre deuses


Jesus tornou-se Deus quando o governo de Roma adotou o cristianismo como religião oficial. O cristianismo é uma criação de Paulo, não de Jesus. Os romanos sempre adoraram diversos deuses. Os imperadores romanos eram declarados Deuses, como forma de impor respeito e poder entre o povo. Não é à toa que Jesus se tornou Deus também, justamente após Roma adotar o cristianismo. 
Quando Roma decidiu transformar Jesus em Deus, os Imperadores deixaram de sê-lo e passaram a dizer ao povo que eram escolhidos por Deus, portanto, seu poder era divino e incontestável. 
Jesus não se transformou em Deus na Palestina ou no Oriente Médio, lá ele é conhecido até hoje como um profeta, não como Deus.
Foi Roma quem transformou Jesus em Deus e impôs, como sempre fez, a fé pela força das espadas. Não é à toa que o cristianismo primeiramente se espalhou pela Europa e não pelo Oriente Médio, lá Maomé tem mais poder que Jesus e ainda assim o povo não se atreve a chamá-lo de Deus.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A visão de um gringo sobre o Brasil

Duas semanas de Brasil e meu horário ainda está desregulado. Meu estômago também está desregulado. Ontem me levaram a um bloco de maracatu num inferninho. Bebemos caipirinhas demais. Alguns amigos ainda estão por aqui no quarto, batucando e bebendo. O que não contam, antes de vir para o Brasil, é que aqui a festa não acaba nunca.
As mulheres são tudo o que se diz delas: morenas, com curvas, chapinhas e obscenamente bonitas. E não têm qualquer pudor de chegar nos homens. São o que aqui se chama de desencanadas. Têm a consciência menos pesada do que as europeias.
Dos homens, nem sei o que dizer; quase não reparei neles. Dos que me foram apresentados, percebi que a maioria é fanho, com voz de ganso - pode ser o sotaque. Muitos deles usam uma barba de Conchita Wurst. A versão feminina usa vestido florido e sapato de boneca. Uma dessas, desde a hora que acordou, não para de falar comigo.
Brasileiros têm horror ao silêncio. Tudo precisa ser comentado; do seu sapato ao seu topete, da umidade relativa do ar ao jogo do Irã, e quase não tem um lugar onde não existe alguém falando, muito menos espaço para ficar sozinho. Ainda procuro descobrir as regras de convívio. Uma que logo percebi é que em grupo todo mundo pode falar ao mesmo tempo. Aquele que for mais rápido pode cortar o assunto do outro. Quanto a isso, parece que não há nenhum problema, ninguém se irrita. Mas o assunto tampouco é retomado.
Uma diversão tipicamente brasileira é puxar papo na fila, no bar, no mictório. Em poucos minutos é possível saber da vida inteira de um desconhecido que mija do seu lado. Você entra no banheiro público e sai de lá com um amigo novo. É uma intimidade que, para quem não está acostumado, pode passar por deseducada. Disse uma tiazinha do hostel que essa invasão da intimidade explica as altas taxas de violência - o que faz algum sentido. Roubos e furtos não faltam por aqui. Não encontrei ninguém que não tenha tido o celular roubado ou furtado pelo menos uma vez nos últimos anos.
No momento só se fala de futebol, mas alguns parecem um pouco apreensivos com as eleições daqui a alguns meses. Dilma, Sarney, Luciano Huck, muitos invocam esses nomes na tevê. O que será Cátia Fonseca?
O país é uma festa sem fim, rico de diversões. Todos os lugares por onde passei, vi ruas pintadas de verde e amarelo, bandeirinhas verdes e amarelas, poodles e crianças pintados de verde e amarelo.
A cerveja é fraca, aguada. Mas o calor ajuda.
Os fracos da cabeça, além de bêbados, põem o som do carro no último volume - olha aí a invasão da privacidade de que eu estava falando. Funk carioca institucionalizou-se como música oficial. O funk domina as ruas. É um poder paralelo. Já os bêbados são os mesmos de todos os lugares.
Uma de minhas diversões preferidas é observar como brasileiros reagem quando criticamos alguma coisa que não funciona direito aqui. Eles ficam apreensivos em saber o que os estrangeiros pensam deles. Adoram se sentir o centro das atenções. A Copa, nesse sentido, cobriu o país de júbilo. Tornou real o sonho brasileiro de ser o centro das atenções. A maneira mais rápida de irritar um brasileiro, segundo uma mendiga que conheci, é falar mal do país - mas eles mesmos são ótimos nisso.
As capitais combinam a arquitetura antiga com a moderna. Mas os prédios mais antigos vão todos morrendo. No lugar há estacionamentos, prédios com varandas gourmet e templos de igrejas pentecostais. Algumas estações de metrô parecem shopping center. Prédios de luxo, como as favelas, são um show de horror à parte. Mesmo que seja um país com tanta desigualdade, pobres e ricos dividem o mau gosto igualmente.
Você ficaria horrorizada com as casas daqui, carentes de jardins, de livros, de pôsteres.
O que não quer dizer que brasileiros não sejam apreciadores de arte. Longe disso. Voltava para o hostel outro dia quando um homem me perguntou se eu gostava de teatro. Depois, em mais duas ocasiões, outros homens me perguntaram a mesma coisa. Achei curioso. Brasileiros devem gostar muito de teatro, e de maracatu e de poesia.
Estou voltando com uma mala só de bugigangas. Paçocas, pedras, Fulecos, araras de ametista, tucanos entalhados em madeira, livros de Jorge Amado, CD da Claudia Leitte - a Beyoncé deles -, biquínis, palavras terminadas em inho e saudade, bastante saudade.

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/guy-franco/a-vis%C3%A3o-de-um-gringo-sobre-o-brasil-185117213.html

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Incesto real

Conta-se que, ao pisar na Espanha pela primeira vez, Carlos 5º, do Sacro Império Romano-Germânico, ouviu o grito de um homem do povo: "Majestade, feche a boca, pois as moscas deste país são muito insolentes". Corria o ano de 1517, e o abusado camponês, se existiu, percebeu de cara um defeito no nobre nascido na cidade de Gante (atual Bélgica) que vinha assumir o trono espanhol. Carlos 5º (e 1º da Espanha), que lá estava como herdeiro de seus avós maternos, Isabel 1ª de Castela e Fernando 2º de Aragão, os chamados Reis Católicos, era dono de um queixo descomunal. Tanto que não conseguia unir os lábios e impedir o acesso de possíveis insetos voadores, ficando com o ar apalermado, que teria motivado o gracejo do petulante plebeu.
Seu feio trineto Carlos 2º da Espanha, além da coroa, levou de brinde a deformação óssea da face conhecida como prognatismo - a mandíbula se projeta em relação ao maxilar e o lábio inferior se torna mais saliente. No caso de Carlos 2º, o queixão acarretava dificuldades de mastigação e de fala. Os Carlos, você deve ter reparado, partilhavam de um defeito genético. Estigma marcante durante séculos nos Habsburgos, a poderosa dinastia originária da Suíça, à qual pertenciam os dois monarcas, o prognatismo ficou tão identificado com a família que é conhecido também como mandíbula ou lábio de Habsburgo ou de Áustria. Os rostos desses e de outros soberanos - Filipe 4º da Espanha, pai de Carlos 2º, por exemplo - estão bem documentados em pinturas. Considerada a hipótese de que os pintores de corte - mesmo um mestre como Diego Velázquez - amenizavam os traços para não irritar seus retratados, é possível imaginar queixadas mais avantajadas ainda. 

O culpado de tudo isso - o primeiro Habsburgo prognata - foi possivelmente Ernesto 1º da Áustria (1377-1424). Se a praxe fosse buscar gente de outras origens para os casamentos, o gene queixudo de Ernesto encontraria novos DNA s e provavelmente sumiria em sua descendência. Acontece que os Habsburgos, como outros nobres, apreciavam matrimônios com parentes, a endogamia. Era um jeito de preservar o sangue azul e estabelecer alianças políticas. A falta de "sangue novo" na herança genética, no entanto, perpetuava (e acentuava) características físicas indesejáveis, provocava o surgimento de doenças congênitas e aumentava a mortalidade infantil naquelas famílias.


Geneticistas espanhóis traçaram a árvore genealógica de Carlos 2º e constataram que sua carga genética era equivalente à de um incesto entre irmãos ou entre pais e filhos. "Provavelmente, o gene do prognatismo atuava combinado com outros, o que fazia com que alguns dos Habsburgos apresentassem a má-formação e outros não", afirma Jaime Anger, cirurgião plástico do Hospital Israelita Albert Einstein de São Paulo. 

O prognatismo aberrante não era a única desgraça de Carlos 2º, sugestivamente alcunhado de "o Enfeitiçado". Só começou a andar aos 4 anos e tinha desarranjos intestinais e febres, além de certo atraso mental. De todas as mazelas, nada superou, para fins dinásticos, sua incapacidade de gerar um herdeiro em seus dois casamentos - Carlos seria estéril. Quando morreu, aos 38 anos, aparentava uma idade muito mais avançada. 

Além do célebre queixo de Habsburgo, discute- se a presença de outros males de origem genética transmitidos pelos repetidos casamentos entre parentes das dinastias europeias. A porfiria, um distúrbio do metabolismo, permaneceu por muito tempo sendo a explicação para a insanidade mental do rei George 3º do Reino Unido (1738-1820). Nos anos 1960, apareceram artigos com títulos como A Insanidade do Rei George 3º: Um Caso Clássico de Porfiria e Porfiria nas Casas Reais de Stuart, Hanôver e Prússia, escritos pelos psiquiatras e historiadores Ida Macalpine e Richard Hunter. Segundo essa visão, Mary Stuart (1542-1587) seria a primeira personalidade documentada a passar a enfermidade adiante em sua árvore genealógica. No entanto, há outras hipóteses para a instabilidade de George - em cujo reinado os Estados Unidos se tornaram independentes dos ingleses. Já na década de 40, falava-se em psicose maníaco-depressiva. Timothy Peters, da Universidade de Birmingham, num estudo do ano passado, prefere considerar a possibilidade de transtorno bipolar. Como a porfiria não tem uma manifestação visual facilmente identificável em pinturas e não se desenterraram os nobres para fazer um diagnóstico retrospectivo, cravar explicações científicas definitivas é mais difícil que no caso do escancarado prognatismo mandibular. 

Outra enfermidade que foi tida como praga endogâmica é a hemofilia, que teria se espalhado como verdadeira "doença real" por culpa da rainha Vitória do Reino Unido (1819-1901). Há que se considerar dois fatos. Primeiro, que Vitória provavelmente não herdou o gene hemofílico dos costumeiros matrimônios entre parentes - no caso dela, teria ocorrido uma mutação cromossômica espontânea. Outra é que casamentos entre primos (Vitória se casou com um de primeiro grau, Albert) raramente aumentam as chances de uma possível transmissão desse transtorno da coagulação sanguínea. Isso posto, Vitória, de fato, legou a hemofilia a algumas pessoas de sua farta descendência. Entre elas, figura o bisneto Alexei Nikolaevich Romanov, herdeiro do trono russo assassinado em 1918, aos 13 anos, pelos bolcheviques. Tudo isso era especulação até 2009, quando se publicaram os resultados de exames de DNA feitos em ossos dos Romanovs descobertos dois anos antes. Comprovado: Vitória passou ao menino que não foi czar a hemofilia B, segundo tipo mais comum da doença.


O rei "Paquita"

Características como elevado apetite sexual e loucura foram associadas aos Bourbons ao longo do tempo. O rei Fernando 6º da Espanha (1713-1759) teria transado com a mulher agonizante, Bárbara de Bragança. Seu meio-irmão e sucessor, Carlos 3º, era obsessivo: fazia tudo sempre exatamente nos mesmos horários. A mandíbula de Áustria, em virtude de ancestrais comuns, também se fez presente no rosto dos Bourbons. 

Como os Habsburgos, eles também se casaram muito entre si. Uma das histórias mais curiosas está ligada à rainha Isabel 2ª da Espanha (1830-1904) e ao seu marido, o rei consorte Francisco 1º (1822-1902). Ambos eram primos em dose dupla - o pai dele era irmão do pai dela, e a mãe dele era irmã da mãe dela. Acontece que Francisco era gay, e Isabel começou a pular a cerca. Nos salões e nas ruas de Madri, Francisco tinha o apelido de Paquita (Chiquinha). Existe até a possibilidade de os 11 filhos de Isabel (só 5 chegaram à idade adulta) não serem de Francisco. Por essa tese, o rei Afonso 12, bisavô do rei atual, Juan Carlos 1º, seria fruto de um caso de Isabel com o capitão Enrique Puigmoltó. Se assim foi, as traições de Isabel serviram como antídoto contra os males da endogamia bourbônica.

Clã internacional

A instituição do matrimônio consanguíneo levou à formação de um grande clã internacional de monarcas. O inglês e o russo médios tinham (e ainda têm) tipos físicos distintos, mas o mesmo se podia dizer de dois soberanos que reinavam separados por milhares de quilômetros. George 5º do Reino Unido (1865-1936) e o czar Nicolau 2º da Rússia (1868-1918) eram netos do rei Christian 9º da Dinamarca, apelidado de “o sogro da Europa” graças ao sucesso dos casamentos políticos de seus filhos. Os primos George e Nicolau mais pareciam gêmeos (veja foto na pág. ao lado). Em 1893, quando George, então príncipe e duque de York, casou-se, a plebe presente à cerimônia, em Londres, chegou a se confundir ao ver o convidado Nicolau. 

Por essa época, a mandíbula de Habsburgo já havia cruzado o oceano e chegado ao Brasil. Produto de casamentos entre parentes e com diferentes sobrenomes dinásticos nas costas – Bragança, Orleans, Habsburgo, Bourbon -, o nosso dom Pedro 2º (1825-1891) também foi prognata. Seu avô, dom João 6º, era filho de um tio com uma sobrinha. Seu pai, dom Pedro 1º, e sua mãe, a imperatriz Leopoldina (filha do imperador do Sacro Império Romano-Germânico e, portanto, Habsburgo de alta linhagem), eram primos em segundo grau. João, Pedro e Leopoldina tinham o queixo deslocado para a frente. Em As Barbas do Imperador, a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz defende que Pedro 2º deixou os pelos crescerem no rosto para parecer mais velho e respeitável. Reza outra lenda que o visual servia mesmo para camuflar o queixão.


A endogamia, no entanto, não se restringiu às monarquias europeias. Exemplos são encontrados no Egito antigo, onde havia casamentos entre irmãos. Cleópatra casou-se com dois, o Ptolomeu 13 e o 14. Em Roma, ocorriam enlaces entre primos, caso de Nero e Claudia Octavia. Há indícios de que os incas na América do Sul também casavam irmãos e irmãs sem drama de consciência Ainda que haja nobres que gostem de se casar entre si, existe uma diversificação bem maior de fontes conjugais. O rei Eduardo 8º, em dezembro de 1936, abdicou do trono britânico para se unir a Wallis Simpson, uma americana duas vezes divorciada. Quem ficou no seu lugar foi George 6º, o gago retratado no filme O Discurso do Rei e pai da rainha Elizabeth. Filipe de Bourbon, filho de Juan Carlos 1º da Espanha e da rainha Sofia, casou-se em 2004 com a plebeia Letizia Ortiz. O príncipe William, filho de Charles e Diana, encontrou nos corredores da faculdade sua carametade, Kate Middleton. A outrora fechada família europeia de monarcas, de uns tempos para cá, é capaz até de aceitar em seu seio um descendente do lendário e irreverente camponês espanhol. Aquele do mosquito na boca do rei. 

Como fazíamos sem cama?


O chão era o limite enquanto o homem ainda não havia descoberto uma das suas mais importantes invenções: a cama. Antes de nossos ancestrais desenvolverem a capacidade de construir artefatos, eles deitavan no solo úmido e ficavam sujeitos a inundações e ataques de bichos rastejantes. Na melhor das hipóteses, dormiam sobre peles de animais ou montes de palha. Embora conseguissem maior conforto, permanecia a incômoda proximidade da terra. Era preciso se colocar acima dessas adversidades.

No antigo Egito, as pessoas já conseguiam dormir melhor. Um dos tesouros encontrados na tumba de Tutancâmon é uma cama de madeira dobrável. Acredita-se que o modelo era utilizado em viagens e campanhas de guerra. Sua engenhosidade não se perdeu com o tempo e, ainda hoje, o objeto é facilmente reduzido a um terço de seu tamanho. Mas poucas pessoas tinham acesso a tamanho privilégio. Ao contrário do resto da população, somente os faraós e nobres usavam camas para dormir ou mesas e cadeiras para comer.

Nos séculos seguintes, a cama continuou sendo utilizada não apenas para descanso, mas também como local de refeições. Uma aplicação que teve seu ápice com os romanos, acostumados a celebrar banquetes deitados em divãs semicirculares ou em forma de ferradura, repletos de almofadas.

Com o avanço da Idade Média e a compartimentação dos ambientes da casa, a cama foi recolhida ao quarto de dormir. Para se proteger do frio, os europeus passaram a utilizar um modelo herdado dos persas: o dossel, um leito cercado por colunas de madeira e cortinas de tecido.

Outras sociedades encontraram formas diferentes de repousar. Os índios preferem as redes e os japoneses gostam de futons (colchões espessos e dobráveis) sobre tatames. Ao longo do tempo, o móvel permaneceu com inúmeros usos, todos voltados para o descanso e o prazer. Não é à toa que, em vários idiomas, "ir para a cama" também pode ser sinônimo de fazer amor.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Atitude


Um anônimo na arábia saudita instalou uma geladeira gigante na frente da casa dele. Ele e os vizinhos deixas as sobras diariamente, oferecendo alimentação de graça para crianças necessitadas em sua cidade. Ele quer poupar a elas a vergonha de pedir, e prover refeições apropriadas ao invés disso.
É sabendo a importância do todo que conseguimos nos conhecer, afinal nos conhecemos através de experiências externas.
Apesar de vivermos na cultura do individualismo ainda, algo que já está começando a cair, pessoas com idéias simples podem mudar o ambiente onde vivem.
A maioria das mudanças não são revoluções, qual vai ser a que você irá praticar?

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Escritora holandesa, falando sobre o Brasil


"Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos...
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
9. Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem? Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
É! O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!
Aliefka Bijlsma

sexta-feira, 13 de junho de 2014

5 vantagens de uma semana de trabalho de apenas 4 dias

Uma semana de trabalho tem cinco dias. Para quem toma conta da própria empresa, no entanto, a separação entre trabalho e vida pessoal pode não é muito bem definida: e o empreendedor pode "ralar" de domingo a domingo. Claro, o sucesso só vem para quem se esforça. Mas será que você realmente precisa ser um workaholic?
Para Ilya Pozin, empreendedor e colunista de revistas de negócios nos Estados Unidos, é provável que você esteja trabalhando demais – aliás, que você não esteja aproveitando seu tempo da maneira correta. Pozin defende que é possível trabalhar apenas quatro vezes por semana, sem diminuir o salário de ninguém.
O especialista, que também atua como um dos influenciadores do LinkedIn, escreveu na rede social sobre as vantagens de uma semana de trabalho reduzida. Saiba porque vale transformar a quinta na nova sexta-feira:
Foco no trabalho
Pozin afirma que a jornada de oito horas diárias, cinco dias por semana, é um mito. Ficar horas e horas além do expediente é algo corriqueiro para muita gente. Mas isso não significa que as pessoas estão produzindo mais. Na verdade, estamos nos distraindo mais – perdemos tempo com telefonemas e e-mails inúteis e, claro, com as redes sociais.
Menos estresse
Outro reflexo direto da redução da carga de trabalho é a diminuição do estresse. Com um dia de descanso a mais, os colaboradores têm mais tempo para repor as energias e voltar ao escritório com mais disposição na segunda-feira.  
Quando não é preciso bater o cartão na sexta-feira e as metas são mantidas, os colaboradores vão fazer o possível para entregar tudo e ter um fim de semana de três dias. Com um prazo menor, não haverá procrastinação: os vídeos de gatinhos e os posts no Facebook vão ficar para outra hora.
Atração de talentos
Poucos diferenciais – talvez só um salário muito bom seja melhor – são tão atraentes quanto uma semana de trabalho reduzida. Transformando a quinta na nova sexta, o empreendedor tem uma chance maior de atrair profissionais talentosos.
Retenção
Da mesma forma, os seus colaboradores vão ficar felicíssimos ao descobrir que não precisará trabalhar na sexta-feira. Que conquista, não é mesmo? Eles vão pensar muito bem antes de aceitar qualquer oportunidade de emprego que o faça voltar àquela "vida antiga".
Desenvolvimento profissional
Por mais que o tempo livre de seus funcionários não seja da sua conta, vale pensar que eles não vão ficar ociosos na sexta, no sábado e no domingo. Eles podem procurar cursos de capacitação ou idiomas. Assim, ficariam preparados para exercer funções para as quais não estariam aptos se trabalhassem mais.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Corrupção


10 maneiras simples de ser mais feliz todos os dias


Você quer ser mais feliz? Comece cuidando melhor de si mesmo. Por mais que isso seja evidente, muitas pessoas pulam esse passo e tentam ser contentes buscando novas metas ou estabelecendo padrões de perfeição.
Ser gentil com si mesmo pode lhe aproximar a objetivos mais sofisticados, segundo o Daylle Deanna Schwartz. A autora de mais de 15 livros, incluindo “The Effortless Entrepreneur” (em português, Empreendedor Sem Esforço), acredita que é se valorizando que se constrói a confiança.
Para Daylle, pessoas mais alegres desviam seus caminhos para cuidarem de si mesmas e dizem não quando é necessário. “Quando você se ama, aprende que negar fazer algo é um ato importante para não acumular sentimentos negativos”, diz.
Confira as 10 dicas da escritora, listadas no site da “Inc.” para você ser mais feliz todos os dias.
1. Faça uma coisa boa para si mesmo por dia
Mantenha consigo mesmo um acordo de se tratar com amor e carinho todos os dias. Segundo a autora, pessoas que fazem isso se sentem mais motivadas e não se deixam ser desvalorizadas por alguém.
2. Perdoe-se
Desculpar-se ou perdoar-se nem sempre é fácil, pois há uma tendência de se culpar por tudo que não deu certo no passado. As pessoas começam a se complicar quando tentam ser perfeitas demais e se castigam por não conseguir. Daylle recomenda um exercício: olhar no espelho e dizer “eu me amo e me perdoo”.
3. Aceite-se como você é
Daylle lista a insatisfação com o corpo e a idade como grandes obstáculos pessoais das pessoas. Para ser feliz, você precisa aprender a gostar do que tem. Além disso, essa autoaceitação engloba reconhecer a sua renda e seu sucesso. “Não ganhar o dinheiro estabelecido para uma determinada idade não é um problema grave.”
4. Elimine pessoas nocivas
A dica é mais fácil de falar do que fazer, mas evite se relacionar com clientes, sócios, investidores ou funcionários que passam uma sensação negativa. É mais difícil ter a mesma postura perante a família, mas não há razões válidas para aturar pessoas grosseiras.
5. Priorize a saúde
Tenha cuidado para encontrar um equilíbrio entre o que é saudável e o que é prazeroso. Não se castigue pela brecha no regime ou pela ausência pontual na academia. Seja disciplinado, mas entenda suas vontades.
6. Pare de pular refeições
“Estar ocupado não é desculpa para não comer”, diz Daylle. Segundo a autora, ao pular uma refeição, o nível de açúcar no sangue diminui e os níveis de estresse aumentam. Se você realmente não puder sentar para comer, providencie um lanche saudável e prático.
7. Respire!
Não se esqueça de que, quando você está estressado ou deprimido, exercícios simples de respiração podem trazer calma e alegria de volta.
8. Tenha um espaço aconchegante
Arrumar a cama e deixar o quarto em ordem criam um ambiente receptivo para quando você chegar em casa cansado. A mesma postura deve ser mantida no escritório. Jogue fora a papelada desnecessária e organize seus pertences, mas não se limite a isso. Decore seu espaço e torne-o agradável para você.
9. Tome um pouco de Sol
Trabalhar o dia inteiro em um ambiente escuro e fechado não é saudável. Se este é o seu caso, saia para tomar um ar de tempos em tempos. Além disso, invista em lâmpadas claras para iluminar o ambiente.
10. Presenteie-se com produtos de qualidade
Você é o tipo de pessoa que dá um presente sofisticado para o colega, mas tudo que compra para si mesmo é a versão mais barata disponível? Se o produto em questão é indiferente para você, tudo bem. Mas, se for algo de seu interesse, compre algo mais caro de vez em quando. Sempre que usá-lo, você vai reforçar a ideia de que merece coisas boas.