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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Escola comum não garante inclusão de crianças de Down, aponta estudo

Estudo realizado na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP aponta que crianças com Síndrome de Down que frequentam a rede básica de ensino sofrem exclusão. Segundo a fonoaudióloga Flávia Mendonça Rosa Luiz, a prática tem o objetivo de incluir, porém o resultado não é esse. “Existe um preconceito presente na concepção dos professores em relação às crianças com Síndrome de Down que as levam a focar apenas em suas deficiências, subestimando assim sua capacidade de aprendizagem.”
O estudo conclui que os professores não conseguem desenvolver atividades pedagógicas com essas crianças porque elas têm necessidades mais importantes, como higiene, alimentação, conforto e interação social. Durante a pesquisa, foram entrevistados dez professores da Secretaria de Educação do Município de Araraquara. “Os resultados podem ser estendidos para outras unidades de ensino, uma vez que eles já foram evidenciados em outras pesquisas”, afirma Flávia.
A fonoaudióloga fala que as dificuldades da interação também são frutos da cultura presente na sociedade brasileira, que não é tão aberta a diferenças. “Com isso, temos o processo de inclusão como ‘uma exclusão dentro da inclusão’.” Orientada pela professora Lucila Castanheira Nascimento, a pesquisa Experiência de professoras da educação infantil no processo de inclusão escolar de crianças com síndrome de Down foi desenvolvida de janeiro de 2010 até dezembro de 2014.
Relato dos professores
Segundo Flávia, os professores são peças fundamentais para o sucesso da inclusão escolar de crianças com Síndrome de Down, pois são responsáveis por promover o desenvolvimento dos alunos. “A falta de formação teórica e prática quanto à educação especial, de recursos pedagógicos, professores assistentes e apoio da direção fazem com que os professores se sintam solitários no processo de inclusão.”
Os resultados da pesquisa também apontam que as necessidades sociais das crianças, por superarem as educacionais, fazem com que os professores passem atividades paralelas para mantê-las ocupadas. “Na nossa sociedade, a pessoa com deficiência é vista por suas impotências e, como tal, não deveria frequentar a escola comum por não ser capaz de aprender”, destaca a pesquisadora.
A fonoaudióloga afirma que a inclusão escolar não se restringe a políticas educacionais, mas engloba também a disposição dos professores e da comunidade em aceitar as diferenças. Nesse contexto, o grande desafio é dar aos professores conhecimentos necessários que os levem a novas atitudes frente às diversidades. “Sentimentos como respeito, tolerância, aceitação, solidariedade e compreensão, aliados a valorização dos professores, podem mudar a realidade e o processo de inclusão atingir seu objetivo”, conclui Flávia.
Fonte: Agência Usp de Notícias

O que é Sindrome do X frágil?

A síndrome do X frágil é uma condição genética envolvendo alterações em parte do cromossomo X. É a forma mais comum de incapacidade intelectual herdada em meninos.

Causas

A síndrome do X frágil é causada por uma alteração no gene chamado FMR1. Uma pequena parte do código genético é repetido em uma área frágil do cromossomo X. Quanto mais se repete, maior a probabilidade de que haja um problema.
O gene FMR1 produz uma proteína necessária para que o cérebro cresça adequadamente. Um defeito no gene faz com que o corpo produza muito pouca ou nenhuma proteína.
Meninos e meninas podem ser afetados, mas como os meninos têm somente um cromossomo X, um único X frágil pode afetá-los mais severamente. Você pode ter a síndrome do X frágil mesmo que seus pais não a tenham.
Pode não haver histórico familiar de síndrome do X frágil, problemas de desenvolvimento ou incapacidade intelectual.


Exames

Existem muito poucos sinais externos da síndrome do X frágil em bebês. Alguns sinais físicos podem incluir:
  • Grande circunferência da cabeça em bebês
  • Incapacidade intelectual
  • Testículos grandes após o início da puberdade
  • Diferenças sutis nas características faciais
Nas mulheres, a timidez excessiva pode ser o único sinal do transtorno.

Sintomas de Sindrome do X frágil

Problemas comportamentais associados à síndrome incluem:
  • Atraso para engatinhar, andar ou girar
  • Bater palmas ou morder a mão
  • Comportamento hiperativo ou impulsivo
  • Incapacidade intelectual
  • Atrasos de fala e linguagem.
  • Tendência a evitar contato visual
Os sinais físicos podem incluir:
  • Pé chato
  • Articulações flexíveis e baixo tônus muscular
  • Corpo grande
  • Testa ou orelhas grandes com mandíbula proeminente
  • Rosto alongado
  • Pele macia
Alguns desses problemas estão presentes no nascimento, enquanto outros podem se desenvolver somente na puberdade.
Membros da família que têm poucas repetições no gene FMR1 podem não apresentar incapacidade intelectual, mas podem ter outros problemas. Mulheres com alterações menos severas podem ter menopausa prematura ou dificuldade para engravidar. Tanto homens como mulheres podem ter problemas relacionados a tremores e coordenação ruim..

Tratamento de Sindrome do X frágil

Não há tratamento específico para a síndrome do X frágil. Em vez disso, foram desenvolvidos treinamento e educação para ajudar as crianças afetadas a desempenharem no mais alto nível possível.

Expectativas

O desenvolvimento do paciente depende da extensão da sua incapacidade intelectual.

Complicações possíveis

As complicações variam dependendo do tipo e gravidade dos sintomas.
  • Infecções recorrentes em crianças
  • Convulsões
A síndrome do X frágil pode ser uma das causas de autismo ou distúrbios relacionados, embora nem todas as crianças com síndrome do X frágil apresentem essas condições.

Prevenção

O aconselhamento genético pode ser útil se tiver um histórico familiar dessa síndrome e estiver planejando engravidar.
Fontes e referências:
  • Shapiro BK, Batshaw ML. Intellectual disability. Em: Kliegman RM, Behrman RE, Jenson HB, Stanton BF, eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 19a ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2011:cap 33.

Tecnologia a serviço dos deficientes

Por meio do desenvolvimento de recursos de acessibilidade, as ferramentas TICs abrem uma possibilidade de combate aos preconceitos, impostos pelas limitações, oferecendo uma oportunidade de condições para interagir e aprender, explicitando com mais facilidade e sendo tratado como um “diferente-igual”… Ou seja, “diferente” por sua condição de pessoa com deficiência, mas ao mesmo tempo “igual” por interagir, relacionar-se e competir em seu meio com recursos mais poderosos, proporcionados pelas adaptações de acessibilidade de que dispõe. Assista este vídeo sobre as tecnologias a serviço dos deficientes:

http://youtu.be/7IcCDZWIY70

Casal cria parque adaptado para crianças com deficiência

Brincar é muito mais que um passatempo ou uma maneira de distrair a criança enquanto os adultos resolvem assuntos de adultos. Brincar ajuda os pequenos a conhecer o mundo, os próprios limites e até a resolver conflitos - quem na infância nunca teve que pedir desculpas a um amigo depois daquela bolada mais forte durante a queimada? Enfim, é uma das melhores formas de se preparar para a vida de gente grande que todos enfrentamos um dia.
É por isso que está lá no Estatuto da Criança e do Adolescente: toda criança tem o direito de brincar - e isso, claro, inclui os quase 30 milhões que têm algum tipo de deficiência no Brasil.
Pensando nessa turminha enorme, um executivo de São Paulo resolveu criar na cidade o primeiro parque adaptado para crianças especiais. A linda iniciativa foi uma maneira que Rudi Fischer e a mulher, Claudia Fischer, encontraram para lidar com a dor de perder a filha, Ana Laura, de 3 anos num acidente de carro.
O espaço do projeto, que recebeu o nome Anna Laura Parques para Todos, foi construído na unidade da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) do bairro da Mooca, conta com 15 brinquedos, entre escorregadores adaptados e balanços que acomodam cadeira de rodas. E o melhor: a proposta logo deve chegar a outras cidades (acompanhe as novidades no site annalaura.org.br). "Espaços como esse proporcionam novas experiências às crianças especiais e nos dão a possibilidade de vê-las sorrindo. Isso compensa qualquer tristeza", afirma Fischer.

Saiba como são alguns brinquedos do parque adaptado: 
· Espelho vermelho: permite que uma criança que não possa virar o pescoço e olhar para os lados consiga se enxergar de todos os ângulos.
· Cama elástica: até as que não conseguem ficar em pé podem brincar. Melhora a flexibilidade dos pequenos.
· Trepa-trepa: fortalece os músculos dos braços, ótimo para crianças que usam cadeira de rodas.